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Showing posts from 2008

2008 in retrospect - books & SF

LISTA DE LIVROS * A menina má * An open heart * An Unquiet Mind * Carol * Charlotte Simmons * Desonrada * Em busca da América * Ensaios de Amor * Europa - Reportagens apaixonadas * Extremamente alto & incrivelmente perto * Leaving a Doll`s House * Little Children * Muito longe de casa * Na ausência dos homens * O Animal Agonizante * O inverno da nossa desesperança * O livro das feras * On Chesil Beach * Pastoral Americana * The Art of Simplicity * The Cement Garden * The Long Tail * The Married Man * The Memory Keeper's Daughter * The Terror Dream * When she was good JANUARY 2008 begins with great expectations. In San Francisco.

It`s only superstition

(...) What if cards don't go my way? Then it's sure to spoil my day But in voices loud and clear You say to me it's only superstition It's only your imagination It's only your other things that you feel And the things from which you can't escape Keep clean for the thousandth time Stand still and wait in line So nobody's better than others, oh no (...) (Only Superstition / Coldplay)

Whad did I miss?

"(...) And I can’t tell you just what’s keeping me down. Something’s missing, And I don’t know how to fix it. Something’s missing, And I don’t know what it is, no I don’t know what it is I don’t.(...)" (Something`s Missing / John Mayer)

Can you fly?

Tensão pré-apuração (Tio Sam, pq não escolheu um sistema eleitoral mais maleável para o labor jornalístico?) e a catarse pós-apuração de uma gripe que estava recolhida há semanas me impediram de comentar, mas vai com atraso. Desconfio de carisma (minha candidata era a Hillary ). Deconfio ao quadrado da combinação carisma, massas e unanimidade. Mas ainda assim me arrepiei com as cenas do discurso da vitória do Obama. Ver a primeira família presidencial negra da história dos EUA no palco e aquela massa gringa ovacionando... spechless. A vitória em si já é quase missão cumprida, já mudou o mundo. O discurso me lembrou um diálogo: Can you fly, can you fly, can you fly? Yes, I can; Yes, I can; Yes, I can. Obama, show us you can fly. Estamos dispostos a acreditar.

Dona Nenê gringa

Larissa e eu conversávamos horas (ok, eram minutos, mas pareciam horas) sobre os invejáveis apetrechos domésticos da D. Nenê (Marieta Severa, divina na "A Grande Família"). Jarras em forma de abacaxi, fruteiras e talheres dos mais variados formatos e cores, enfim. Cozinha dos sonhos para fãs de vaquinhas de porcelana, baleiros de plástico em forma de porco cor-de-rosa, flamingos em neon (só me falta o flamingo). Kitsch. Achei a dona Nenê gringa. É a cozinha M-A-I-S legal ever. O seriado é esse abaixo, tem que ver um episódio completo para notar a cozinha.

Just stand up

Who are we to be questioning, wondering what is what (...) It’s like we all have better days Problems getting all up in your face Just because you go through it Don’t mean it got to take control, no (...) You ain’t gotta find no hiding place Because the heart can beat the hate (...)

Internet

(...) está na grande tradição acadêmica de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até você saber tudo sobre nada. (...) Steven Pinker, entrevistado pelo Ian McEwan, que escreve para "saber cada vez menos sobre cada vez mais, até você saber nada sobre tudo" . ĺntegra aqui

All you need is notion

(...) "There's nothing you can do that can't be done. Nothing you can sing that can't be sung. Nothing you can say but you can learn how to play the game. It's easy. Nothing you can make that can't be made. No one you can save that can't be saved. Nothing you can do but you can learn how to be you in time. It's easy. (...) All you need is love /Lennon e McCartney

A arte de inovar

SOLOMON saith, There is no new thing upon the earth. So that as Plato had an imagination, That all knowledge was but remembrance ; so Solomon giveth his sentence, That all novelty is but oblivion .(...) Of Vicissitude of Things, F. Bacon

Diversão

Sucesso da TV Caracol que a Telemundo importou. Sin Senos no Hay Paraiso (tá tá tá - trilha sonora dramática) Una historia inspirada en la vida real y en la cual el deseo de superación se convierte en ciega ambición, capaz de llevar al filo del peligro todo lo que se valora..hasta la propia vida. Plot completo aqui .

E o twitter...

..., então, não é apenas uma ferramenta narcisista para contar ao mundo as coisas desinteressantes que fazemos diariamente ("perdi minha mala", "fui almoçar", "cortei o cabelo")? "Text messaging, blogging and social networking have reached critical mass, with more than half of adults now relying on at least one of these so-called Web 2.0 platforms for communicating with friends, family, or colleagues on a regular basis, finds the latest installment of an ongoing tracking study from Interpublic's Universal McCann unit."( artigo completo aqui )

Revolution

You say you want a revolution Well, you know We all want to change the world You tell me that it's evolution Well, you know We all want to change the world (...) You say you'll change the constitution Well, you know We all want to change your head You tell me it's the institution Well, you know You'd better free your mind instead

A quem interessa a lucidez?

(...) "Ora, a famosa lucidez. Você é engraçado, meu caro, tem um medo tão louco de se iludir a si mesmo que recusaria a mais bela aventura do mundo para não se arriscar a uma mentira". (...) (A idade da razão/Sartre)

Rapidinhas da América

Só nesse país... No restaurante Você NÃO pode esperar sentado na mesa pelo terceiro elemento do grupo no almoço. It`s not our policy! Na farmácia Você compra advil PM (usado informalmente como sleeping pills), 6 barras de chocolate (o meu preferido, que nem sempre tem para vender, por isso a quantidade) e três rolos de fita adesiva (para a mudança) e a atendente te olha estranho e faz perguntas como se você fosse um possível suicida. Probably, it`s our policy! No trabalho Francês que fala português... de PORTUGAL, com m-u-i-t-o sotaque francês. Único o resultado. Sem policy nenhuma, o que interessa é entender e ser entendido.

Pregnancy fever

Baby boom incomoda (ler post do blog da Lari ) quando você precisa ir no ginecologista, liga para três médicos e gasta duas semanas buscando indicações até achar um que aceite pacientes não grávidas. Ufa. No entanto, ao agendar a consulta, descobre perplexa que só dali a três meses - não está grávida e é só um exame de rotina. Quando enfim chega o dia - cuidadosamente monitorado para não correr o risco de esquecer - você e uma senhora de uns 65, 70 anos ficam TRÊS horas esperando enquanto TODAS as pacientes grávidas são atendidas em 10 minutos. Da próxima vez vou apelar para uma almofada na barriga.

Wasting life

Insone, peguei sem querer a segunda metade de Georgia Rule na TV. No primeiro segundo no qual vi a Lindsay Lohan na tela sabia que era roubada, mas ainda assim insisti. O filme é de uma ruindade ímpar que chega a hipnotizar, com um desfecho creepy.

Management of expectations

Como administrar expectativas.

Ah, março

E então março foi um longo mês que passou v-o-a-n-d-o. Aquela coisa de inferno astral não deveria terminar depois do aniversário? Um mês na terrinha, sem TV ou Internet nas (poucas) horas vagas. Pelo primeira vez comecei a estranhar algumas coisas na cidade: a beleza das pessoas (todas), o modo de vestir (peladão), a sensação da cidade ter ficado pequena demais para tanto carro... Faz uma semana que voltei e já parece que passou um mês. Eu já desconfiava que seria assim, mas não tem certeza sem perplexidade. Top 5 Porto Alegre 5. Tomar café na Torta de Sorvete 4. Caminhar em ruas arborizadas, com sombras de árvores apesar do sol destilante 3. Redescobrir cheiros e sabores 2. Irmãos, família, amigos 1. Grupo de trabalho dez, poder mergulhar no trabalho em equipe. Fazia tempo.

De quando eu descobri Arrested Development

Muito caricato e engraçado, Arrested Development é uma comédia da vida privada americana no melhor estilo LFV, mas com o triplo de acidez e ironia. Para quem, assim como eu, perdeu as temporadas na TV, vale ir atrás do DVD. Os diálogos são inteligentes, irônicos e com todos os estereótipos possíveis. O casting faz jus: caras, bocas e guarda-roupa apimentam o que o roteiro faria sozinho. O seriado se inspira nos escândalos contábeis que estouraram por aqui lá por 2001, 2002 (a estréia foi em 2003) :  Bluth pai frauda a própria empresa, vai preso e a família - que não gosta nem sabe trabalhar - tem os bens congelados e se vê obrigada a... sobreviver. Quem leu as notícias da época faz a relação inevitável. Quem não acompanhou, não tem problema. Os excêntricos Bluth não decepcionam. Preste atençã...

Obamizeme

Ainda sobre os excelentes marqueteiros do Obama, essa veio do blog da Sabrina : There’s a lot to like about Obama as a candidate for President. The man has gifts; no doubt about it. But the thing that fascinates me most is how hard it is to label him. He’s neither white nor black He’s neither old nor young. He’s not a southerner or northerner because he grew up in Hawaii. He’s not too left or too right. He’s not too Christian, and even has a Muslim name. He’s not an old school politician or a newcomer. He’s not handsome in a standard way, yet he’s attractive. He’s a man, but somehow projects a feminine vibe too. By Scott Adams , o pai do Dilbert.

2008, 2008

Bisbilhotando um pouco nos blogs alheios, qual a minha supresa ao me deparar com o Calvin no blog Patifaria , utilizado com muito mais texto que nessas humildes páginas. Mas a descrição de um final de mês atribulado, quase impossível, me remete a perguntas que assaltam o ser: o que tumultua esse final de fevereiro? Será a lua? Ou o carnaval antecipado, que nos obrigou a começar o ano antes?

Dias e dias

Meus dias se alternam em dias Garfield ou dias Calvin. Nos dias Garfield a preguiça, o gosto pela comida e um certo individualismo na defesa do próprio conforto imperam. Nos dias Calvin, é a vez do mau-humor, da impaciência e de vontade de ir para a frente do espelho gritar. Definitivamente hoje foi um dia Calvin.

Game over

Previsível como sempre e sem perder o encanto de sempre. 5 conclusões sobre o Oscar: 1. Reforçou minha impressão de que No Country for Old Man precisa ser visto, e logo. 2. Finalmente colocou o Javier Bardem no lugar que merece. 3. Me deixou curiosa sobre esse filme da Edith Piaf. 4. Me deixou curiosa sobre a Cate Blanchet interpretando o Bob Dylan. E sobre todos os filmes dos atores indicados a melhor ator. Era um time de peso. 5. Premiou o vestido mais feio do mundo, que escreveu um dos filmes que foi considerado o melhor filme de 2007. Vestido mais feio do mundo também é gente.

A vida imita a arte...

Não consigo ver o Martin Scorsese sem lembrar do personagem que ele dublou na animação Shark Tale . O personagem parece mais com o Scorsese que o Scorsese.

A moment

Criatividade definitivamente mantém a mente sana e jovem. O Robert Boyle, aos 98 anos, deu um banho de lucidez no discurso de Oscar honorário. Lembrei do Sean Penn recebendo o Oscar. O Sean Penn e o Bardem são alguns dos meus must see atores, mas sempre me pergunto como o Sean Penn consegue atuar, é "boemia" demais na veia.

Dom Bardem

Previsível e merecido o Oscar de melhor ator coadjuvante para o Javier Bardem. Não vi ainda No Country for Old Man , mas ele é um dos melhores atores do momento, na minha opinião, e vem merecendo uma estatueta já faz tempo. Mas dedicar o prêmio à mãe e ao sangue espanhol foi tão...

And the Oscar goes to...

Eu adoro o Oscar, ano após ano "colo" na frente da TV e vejo tudo (quase tudo, não gosto das esquetes). Da festa dos 80 anos já dá para tirar algumas conclusões: 1. A abertura me lembrou MUITO um atração do MGM Studios, em Orlando, que tenta contar a história do cinema com bonecos e recriação de cenas famosas a um público que transita entre cenários em um barquinho. O detalhe é que pararam lá pela Mary Poppins - os bonecos do cenário do Mágico de Oz ainda me dão pesadelos. Incrível como Hollywood encanta com mais do mesmo . 2. Vestido com alça de um ombro só tá na moda, pelo visto. E vermelho também. 3. A Felicity, do seriado teen, ainda existe. E está igual. 4. Sempre tem uma louca para vestir o pior vestido do mundo e aparecer na TV para o mundo inteiro. Não sei quem ela é, mas certamente amanhã saberei (estará em todas as listas melhores e piores).

Novo formato de jornalismo cidadão

The Week's Top 5, People, Trends and Tech on our Radar (By MediaShift ) 1. Digital residuals Writers’ strike ends with cut of web ads 2. iReport CNN’s citizen media effort spins off, unfiltered 3. Free e-books HarperCollins offers full content, no downloads 4. QuadrantOne Newspapers band together for Yahoo alternative 5. Lessig for Congress Mr. Free Culture to change Washington culture? Para quem não viu, o novo formato do IReport, da CNN , é totalmente aberto, os internautas podem publicar notícias, fotos e vídeos em um canal (beta aqui ) sem filtro ou revisão da redação. A idéia é brincar de ser jornalista e é exatamente assim que eles estão vendendo: "você precisa acreditar no que as pessoas estão publicando". Obviamente, por hora, esses textos estão descolados do conteúdo, vendidos como uma ferramenta de social media. Aparentemente eles escolherão algumas notícias para usar nos noticiários (provavelmente devidamente checadas). Vale acompanhar para ver como isso evolui...

Chama a Regina Duarte

Post meio atrasado, mas vai lá: visível o desconforto mútuo de Hillary e Obama no debate de quinta, no Texas. Motivo não falta, as trocas de acusações e suspeitas - dinheiro sujo, cocaína e o escambal começaram em novembro. Alguns jornais comparam a corrida a uma espécie de "Presidential American Idol" (muito americano). Leia-se corrida como um todo, não apenas a Democrata. Mas a disputa Democrata, por hora, é a mais interessante. Para mim, essa briga é sobre carisma, característica pessoal difícil de desenvolver que, basicamente, funciona assim: ou você nasceu com ou sem. A Hillary é uma bruxa velha, cuja trajetória de vida mostra uma mulher forte e ambiciosa, que não consegue convencer que é movida por motivos mais nobres que o jogo de poder. Milênios nos ensinaram que mulheres assim são bruxas velhas, não tem jeito. Nos homens, aquelas são qualidades, nas mulheres, tornam elas uma "bitch". Depois dos 40, uma bruxa. Nos 60, uma bruxa velha. Na prática, os dois se ...

Relevância

Eu adoro pesquisas que comprovam o óbvio, tem gente que precisa de número para aceitar até o óbvio. Mas essa aqui exagerou. A conclusão: sim, as pessoas lêem textos longos na Internet desde que RELEVANTES para elas. Relevância, relevância.

O lead nunca é indispensável

Texto jornalístico tem lead sempre, não importa o assunto, o tipo (hard news, entrevista etc.). Só alguns tipos (os talentosos) de jornalistas conseguem abrir mão do lead sem transformar sua abertura em nariz-de-cera ou lugar-comum. Modelinho básico aqui no NY Times . O assunto? Homeless, mais lugar-comum impossível.

O amigo do Chávez

Para quem não conhece, o Jaime Bayly é um jornalista peruano que tem um programa de TV transmitido de Miami para a América Latina. Ele também escreveu alguns livros de ficção e tem coluna em alguns jornais (entre eles a versão em espanhol do Miami Herald, que é um modelo de jornalismo de baixa qualidade feito por equipe reduzida e mal paga). Ele é polêmico por dois motivos: a cruzada caricata contra a "influência perniciosa de Chávez na região" e o fato de, depois de se casar e ter dois filhos, se apaixonar por um homem, assumir a bissexualidade e se separar para viver a outra relação. Quem convive com a cultura latinoamericana sabe o quanto o tema é complicado. O programa dele é uma versão latina dos talk shows americanos que inspiraram seus filhotes pelo mundo (um Jô Soares peruano que se leva menos a sério) e ele é muito engraçado, ainda que, às vezes, a quantidade de sarro que ele tira ofusca a qualidade das entrevistas - alguns entrevistados acabam um pouco desperdiçado...

Meu dia de "M"

Falando em rir de si mesmo, renovei a carteira de motorista no ano passado, viajei e só fui tê-la em mãos há 15 dias. Surpresa ao detectar que no campo "sex" havia um "M", agendei uma visita ao departamento de trânsito. Foram duas semanas nas quais dirigi munida de passaporte e com discurso pronto para uma eventual abordagem da polícia. O trânsito aqui é péssimo e reúne os piores motoristas dos EUA, de acordo com o senso comum, e o risco de ser parado pela polícia pela mínima infração é grande. Passadas as duas semanas, chego ao departamento de trânsito. - Hello. I had received by mail my new driver license, but according with it, I`m a man. Silêncio. - Excuse me? Silêncio. A senhora olha para o lado e diz para a colega: "She is a man". A colega me olha escandalizada. A outra desata a rir e explica o erro. - Tough day, the least we can do it`s laugh. Aham, às minhas custas, no problem eu respondo (e penso comigo, lá se foi minha hora de almoço) - You know,...

Não me faça pensar

Quem me conhece sabe que acho o uso de jargão corporativo e termos técnicos até para explicar 5 minutos de atraso em reunião algo folclórico. Creio que é um excelente recurso para não dar informação nenhuma: empilhe várias palavras que ninguém entende nem estão no dicionário e... pronto, você se livrou das perguntas. Mas não dá para negar, jargão e palavra que não existe COLAM na língua. Me assusta como a gente simplesmente usa essas aberrações sonoras e gráficas sem pensar. De qualquer modo, nada é mais engraçado que ouvir esse vocabulário a sério. Pls, se levar menos a sério é uma gentileza com o mundo que todos nós deveríamos praticar.

Dica do Dilbert

Achei um artigo sobre dicas para quem trabalha com/em equipes virtuais. Quem faz ou fez sabe que não é nem tão fácil nem tão difícil assim. Acho que os 5 pontos abaixo dizem tudo que se precisa saber a respeito. - Your process is your practice - Writing skills are an invaluable asset - Setting boundaries keeps everyone sane - Personality is a key ingredient - Getting together is hard to do (but worth it) O nome do artigo? The Rules of Digital Engagement .

Bestseller E blockbuster que vale a pena

Quando "O caçador de pipas" caiu por acidente nas minhas mãos em uma livraria de aeroporto, eu comprei como um presente, mas acabei ficando com o livro. Não conhecia o autor e sequer sabia que era um livro pop. Mas a culpa me prendeu. Comecei a ler e acabei presa pela fraqueza de caráter do personagem narrador e pelo tema central ser a culpa. Livros que figuram nas listas de mais vendidos não costumam ser os mais dotados de articulação literária, então foi uma surpresa. Narrativa fechada, plot que "pega" e eficiente construção dos personagens, vale a leitura. Como toda ficção tem lá suas passagens inverossímeis. Mas tem um drama bem construído: a fraqueza do narrador e a culpa que o corrói, nunca expressa abertamente em palavras, é palpável. O pai, que enxerga um filho fraco e decepcionante, mas ainda assim abre mão da própria essência para dar uma chance de vida a esse filho, é a paternidade nua e crua, a doação que só um pai consegue fazer. A criança ingênua e ao ...

Be sure to wear some flowers in your hair (and nice shoes)

San Francisco pode ser vista em diversas tours ou nos cable cars, que cobrem os principais pontos da cidade, mas privam turistas "exploradores" de muitas surpresas. Nós, que gostamos de acreditar que somos "exploradores", um pouco aturdidos ao perceber que fazer turismo a pé depois dos 30 é diferente de fazer nos 20, decidimos andar. E andamos. Por todas as lombas (para os não gaúchos, ladeiras) possíveis. E, sim, vimos todos os lugares-comuns do guia (só faltou Alcatraz), mas "exploramos" vários pontos e vistas que não imaginávamos encontrar. A cidade é linda. Simples assim, nem adianta tentar descrever com palavras mais complexas (quer palavras articuladas? Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair ou I Left My Heart in San Francisco ). A cada esquina, é possível topar com uma vista, um belvedere escondido, uma trilha disfarçada, que exibe um ângulo novo, lindo, da cidade. Para achar isso, só aceitando desafiar a gravidade e subir onde a natureza determ...