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Showing posts with the label Tio Sam

John Smith

E como life is profundamente unfair, a culpa da crise, em útima instância, é do John Smith. Ao ver esse gráfico , ainda tentando entender como esse país chegou na metade do fundo do poço (sim, dizem que ainda não bateu lá), esse post explica mais do mesmo. Não existe almoço grátis, definitivamente. ===================================== E falando em crise, vou comentar o blog que, desde a notícia no NY Times semana passada, deve ter sido um dos mais comentados na blogland (pelo menos entre o nicho que lê a seção local do jornal). Provavelmente, você vai achar uma futilidade indecente. Eu achei engraçadíssimo, Sex and the City puro, sem o tal glamour do amor. Só o sarcasmo da realidade.

Can you fly?

Tensão pré-apuração (Tio Sam, pq não escolheu um sistema eleitoral mais maleável para o labor jornalístico?) e a catarse pós-apuração de uma gripe que estava recolhida há semanas me impediram de comentar, mas vai com atraso. Desconfio de carisma (minha candidata era a Hillary ). Deconfio ao quadrado da combinação carisma, massas e unanimidade. Mas ainda assim me arrepiei com as cenas do discurso da vitória do Obama. Ver a primeira família presidencial negra da história dos EUA no palco e aquela massa gringa ovacionando... spechless. A vitória em si já é quase missão cumprida, já mudou o mundo. O discurso me lembrou um diálogo: Can you fly, can you fly, can you fly? Yes, I can; Yes, I can; Yes, I can. Obama, show us you can fly. Estamos dispostos a acreditar.

Rapidinhas da América

Só nesse país... No restaurante Você NÃO pode esperar sentado na mesa pelo terceiro elemento do grupo no almoço. It`s not our policy! Na farmácia Você compra advil PM (usado informalmente como sleeping pills), 6 barras de chocolate (o meu preferido, que nem sempre tem para vender, por isso a quantidade) e três rolos de fita adesiva (para a mudança) e a atendente te olha estranho e faz perguntas como se você fosse um possível suicida. Probably, it`s our policy! No trabalho Francês que fala português... de PORTUGAL, com m-u-i-t-o sotaque francês. Único o resultado. Sem policy nenhuma, o que interessa é entender e ser entendido.

De quando eu descobri Arrested Development

Muito caricato e engraçado, Arrested Development é uma comédia da vida privada americana no melhor estilo LFV, mas com o triplo de acidez e ironia. Para quem, assim como eu, perdeu as temporadas na TV, vale ir atrás do DVD. Os diálogos são inteligentes, irônicos e com todos os estereótipos possíveis. O casting faz jus: caras, bocas e guarda-roupa apimentam o que o roteiro faria sozinho. O seriado se inspira nos escândalos contábeis que estouraram por aqui lá por 2001, 2002 (a estréia foi em 2003) :  Bluth pai frauda a própria empresa, vai preso e a família - que não gosta nem sabe trabalhar - tem os bens congelados e se vê obrigada a... sobreviver. Quem leu as notícias da época faz a relação inevitável. Quem não acompanhou, não tem problema. Os excêntricos Bluth não decepcionam. Preste atençã...

Obamizeme

Ainda sobre os excelentes marqueteiros do Obama, essa veio do blog da Sabrina : There’s a lot to like about Obama as a candidate for President. The man has gifts; no doubt about it. But the thing that fascinates me most is how hard it is to label him. He’s neither white nor black He’s neither old nor young. He’s not a southerner or northerner because he grew up in Hawaii. He’s not too left or too right. He’s not too Christian, and even has a Muslim name. He’s not an old school politician or a newcomer. He’s not handsome in a standard way, yet he’s attractive. He’s a man, but somehow projects a feminine vibe too. By Scott Adams , o pai do Dilbert.

A moment

Criatividade definitivamente mantém a mente sana e jovem. O Robert Boyle, aos 98 anos, deu um banho de lucidez no discurso de Oscar honorário. Lembrei do Sean Penn recebendo o Oscar. O Sean Penn e o Bardem são alguns dos meus must see atores, mas sempre me pergunto como o Sean Penn consegue atuar, é "boemia" demais na veia.

Dom Bardem

Previsível e merecido o Oscar de melhor ator coadjuvante para o Javier Bardem. Não vi ainda No Country for Old Man , mas ele é um dos melhores atores do momento, na minha opinião, e vem merecendo uma estatueta já faz tempo. Mas dedicar o prêmio à mãe e ao sangue espanhol foi tão...

And the Oscar goes to...

Eu adoro o Oscar, ano após ano "colo" na frente da TV e vejo tudo (quase tudo, não gosto das esquetes). Da festa dos 80 anos já dá para tirar algumas conclusões: 1. A abertura me lembrou MUITO um atração do MGM Studios, em Orlando, que tenta contar a história do cinema com bonecos e recriação de cenas famosas a um público que transita entre cenários em um barquinho. O detalhe é que pararam lá pela Mary Poppins - os bonecos do cenário do Mágico de Oz ainda me dão pesadelos. Incrível como Hollywood encanta com mais do mesmo . 2. Vestido com alça de um ombro só tá na moda, pelo visto. E vermelho também. 3. A Felicity, do seriado teen, ainda existe. E está igual. 4. Sempre tem uma louca para vestir o pior vestido do mundo e aparecer na TV para o mundo inteiro. Não sei quem ela é, mas certamente amanhã saberei (estará em todas as listas melhores e piores).

Novo formato de jornalismo cidadão

The Week's Top 5, People, Trends and Tech on our Radar (By MediaShift ) 1. Digital residuals Writers’ strike ends with cut of web ads 2. iReport CNN’s citizen media effort spins off, unfiltered 3. Free e-books HarperCollins offers full content, no downloads 4. QuadrantOne Newspapers band together for Yahoo alternative 5. Lessig for Congress Mr. Free Culture to change Washington culture? Para quem não viu, o novo formato do IReport, da CNN , é totalmente aberto, os internautas podem publicar notícias, fotos e vídeos em um canal (beta aqui ) sem filtro ou revisão da redação. A idéia é brincar de ser jornalista e é exatamente assim que eles estão vendendo: "você precisa acreditar no que as pessoas estão publicando". Obviamente, por hora, esses textos estão descolados do conteúdo, vendidos como uma ferramenta de social media. Aparentemente eles escolherão algumas notícias para usar nos noticiários (provavelmente devidamente checadas). Vale acompanhar para ver como isso evolui...

Chama a Regina Duarte

Post meio atrasado, mas vai lá: visível o desconforto mútuo de Hillary e Obama no debate de quinta, no Texas. Motivo não falta, as trocas de acusações e suspeitas - dinheiro sujo, cocaína e o escambal começaram em novembro. Alguns jornais comparam a corrida a uma espécie de "Presidential American Idol" (muito americano). Leia-se corrida como um todo, não apenas a Democrata. Mas a disputa Democrata, por hora, é a mais interessante. Para mim, essa briga é sobre carisma, característica pessoal difícil de desenvolver que, basicamente, funciona assim: ou você nasceu com ou sem. A Hillary é uma bruxa velha, cuja trajetória de vida mostra uma mulher forte e ambiciosa, que não consegue convencer que é movida por motivos mais nobres que o jogo de poder. Milênios nos ensinaram que mulheres assim são bruxas velhas, não tem jeito. Nos homens, aquelas são qualidades, nas mulheres, tornam elas uma "bitch". Depois dos 40, uma bruxa. Nos 60, uma bruxa velha. Na prática, os dois se ...

Meu dia de "M"

Falando em rir de si mesmo, renovei a carteira de motorista no ano passado, viajei e só fui tê-la em mãos há 15 dias. Surpresa ao detectar que no campo "sex" havia um "M", agendei uma visita ao departamento de trânsito. Foram duas semanas nas quais dirigi munida de passaporte e com discurso pronto para uma eventual abordagem da polícia. O trânsito aqui é péssimo e reúne os piores motoristas dos EUA, de acordo com o senso comum, e o risco de ser parado pela polícia pela mínima infração é grande. Passadas as duas semanas, chego ao departamento de trânsito. - Hello. I had received by mail my new driver license, but according with it, I`m a man. Silêncio. - Excuse me? Silêncio. A senhora olha para o lado e diz para a colega: "She is a man". A colega me olha escandalizada. A outra desata a rir e explica o erro. - Tough day, the least we can do it`s laugh. Aham, às minhas custas, no problem eu respondo (e penso comigo, lá se foi minha hora de almoço) - You know,...

Be sure to wear some flowers in your hair (and nice shoes)

San Francisco pode ser vista em diversas tours ou nos cable cars, que cobrem os principais pontos da cidade, mas privam turistas "exploradores" de muitas surpresas. Nós, que gostamos de acreditar que somos "exploradores", um pouco aturdidos ao perceber que fazer turismo a pé depois dos 30 é diferente de fazer nos 20, decidimos andar. E andamos. Por todas as lombas (para os não gaúchos, ladeiras) possíveis. E, sim, vimos todos os lugares-comuns do guia (só faltou Alcatraz), mas "exploramos" vários pontos e vistas que não imaginávamos encontrar. A cidade é linda. Simples assim, nem adianta tentar descrever com palavras mais complexas (quer palavras articuladas? Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair ou I Left My Heart in San Francisco ). A cada esquina, é possível topar com uma vista, um belvedere escondido, uma trilha disfarçada, que exibe um ângulo novo, lindo, da cidade. Para achar isso, só aceitando desafiar a gravidade e subir onde a natureza determ...

Brazilian Black Bean Feijoada

Comprei uma lata de feijão preto que veio sem instruções de como fazer. Saí a buscar ajuda na Web: quanto tempo precisa cozinhar? Cozinha só com a água da lata? Precisa colocar mais água? E se vier com um dedo dentro? Enfim, topei com a receita abaixo e achei muito engraçada,já que não tem a menor semelhança com o modo de preparar uma feijoada brasileira (ou tem, Cuca?). Brazilian Black Bean Feijoada 2 teaspoons Eden Extra Virgin Olive Oil 1/2 cup onion, diced 1 teaspoon freshly grated ginger root 1/8 teaspoon cayenne pepper 15 ounces Eden Organic Black Beans, 1 can, do not drain 1 1/2 teaspoons Eden Ume Plum Vinegar 1/4 teaspoon Eden Sea Salt 1 large red bell pepper, * roasted, seeded and peeled Em tempo, improvisei com a lata de feijão e até deu para matar a vontade de feijão com arroz.

Thanksgiving

Então foi Thanksgiving, nosso primeiro. Ano passado tínhamos recém nos mudado, nem prestei atenção ao feriado. Bom, dessa vez prestei atenção e gostei. A idéia de reunir pessoas queridas em um dia de graças, sem o estresse de presentes, amigo secreto (do pessoal do trabalho, do pessoal da faculdade, do pessoal do pós, dos amigos de escola... - fica difícil não O-D-I-A-R amigo secreto) é interessante. O objetivo é nobre e toda a função me gusta: buscar receitas típicas (e desvendar como acertá-las), ir ao mercado, cozinhar e aproveitar uma refeição longa e farta com um grupo divertido. Ah, e fugir da tal Black Friday.

Baby Bá

Ao rever amigos que moram aqui e, depois de alguns anos, começavam a misturar frases e palavras em inglês nas conversas em português, eu pensava "ah, ele não pode ter esquecido como se diz isso, que esnobe". Pois bem, com dois meses nessa cidade bilíngue, comecei não a misturar um idioma com minha língua natal, mas DOIS. E, pior, essa confusão se estende ao meu texto. Nos e-mails e messengers, passam acentuações e construções bizarras. E, pior, agora já se vão 13 meses...

E por falar em festa estranha com gente esquisita...

Sim, boa parte do pessoal da firrrrma estava a rigor para o almoço (lembra das merendas comunitárias da escola?) que celebrou o Halloween, eu inclusive. Quer dizer, não totalmente a rigor, mas com alguns acessórios. Foi divertido, apesar do quórum não ser completo. Cambios rolando, o clima não está lá essas coisas e algumas pessoas usaram o momento para demonstrar que não, não há motivos para confraternizar. Compreensível e um pouco sad.

Trick or treat

Oh my god, amanhã tem Halloween na firrrrma. Fomos todos convocados a tirar o pó da fantasia e "confraternizar" (desde que o vestuário escolhido seja "suitable for work environment").